28 de junho de 2011

A HISTÓRIA DOS NOVOS BAIANOS E OUTROS VERSOS

SER ARTISTA
Moraes Moreira

Eu sonhei ser artista
Era ser equilibrista
Na corda bamba do amor
No circo, na vida e na rua
No mundo do samba e da lua
Sou um ser tão sonhador

Eu sonhei ser artista
Era ser o que se arrisca
Viver num tempo futuro
Sendo antena do seu povo
Pronto para nascer de novo
Ponto de luz no escuro

Eu sonhei...
Eu sonhei que fazer Arte
Era como fazer parte
Do todo, do absoluto
Ser pleno no plano do eu
Que está na palavra Deus
Eu sonhei por um minuto
Mas meu sonho na verdade
É tornar realidade
Essa nossa vocação
Sem alimentar o ego
Pra não ser um guia cego
Conduzindo a multidão














Eu sonhei, eu sonhei...

27 de junho de 2011

O corpo fala silenciosamente

Transformação da morte para a vida ao bater as asas e levantar voo para a liberdade, na delicadeza de um simples pouso, a perfeição do amor faz-se segura e cheia de vida. Leve como a brisa ao pousar sobre sua pele a alma purifica e a alegria transparece.

O leveza do olhar extravaza e faz a alma flutuar por um Mundo desconhecido e curioso. A fragilidade se transforma no forte e a beleza independente trás paz e sorte permanente.


"No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro:
no canteiro, urna violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de urna borboleta."
Cecília Meireles


Kátia Báo
27-06-2011 - 20h38